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Mulheres são biologicamente capazes de exercer qualquer profissão

Publicado em 24/08/2017

As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho

Mulheres são biologicamente capazes de exercer qualquer profissão

Uma declaração de um importante engenheiro do Google, James Damore, causou perplexidade na opinião pública mundial recentemente. Ele havia dito que a reduzida presença de mulheres no setor de TI é provocada por diferenças biológicas. O executivo foi demitido e a declaração foi considerada “sexista” pela mídia norte-americana e internacional.

Esse evidente preconceito tem sido rebatido pelo aumento gradual da presença de pessoas do sexo feminino na área de TI. Na verdade, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho em geral, como também na política, no judiciário, na ciência, na educação e outras profissões.

A crescente mobilização feminina pelos seus direitos tem como objetivo conquistar mais espaços e lutar pela equidade de gênero. Temos nos movimentado em várias frentes para alcançar nossos ideais políticos, sociais e filosóficos. Entre nossos esforços está a transformação da cultura patriarcal para que as mulheres conquistem mais oportunidades de trabalho e melhores posições na própria sociedade.

Quando fiz o curso técnico de informática, há aproximadamente 20 anos, poucas garotas se interessavam pela área. Na minha sala dos 44 alunos, havia apenas seis alunas e, normalmente, os colegas do sexo masculino julgavam com um ar de superioridade quando respondíamos as perguntas feitas pelo professor. Mas obviamente que nossas respostas estavam certas e eram validadas pelo professor.  Felizmente, o mercado profissional tem reagido de alguma forma ao preconceito, inclusive na questão salarial, mas ainda está distante do ponto ideal de equilíbrio.

Na empresa que fundei os profissionais são remunerados de forma igualitária, compatível com o cargo que exercem, sejam eles homens ou mulheres.  Inúmeras mulheres têm ciência do potencial desse segmento para sua atuação profissional eglobalmente o índice de empreendedorismo das mulheres está crescendo mais de 10% a cada anoA pesquisa Dell “WE Cities” Index constatou que as cidades de Nova York, Londres, Boston, Estocolmo e a região metropolitana de São Francisco são as cinco maiores cidades para as mulheres empresárias de alto potencial. De acordo com este levantamento, quando não há restrições para o empreendedorismo feminino há um expressivo aumento nas perspectivas econômicas de uma cidade.

A companhia Dell Inc., da qual nossa empresa é um expressivo canal de vendas, promove anualmente o evento Dell Women’s Entrepeneur Network 2017 (DWEN) ou Rede de Mulheres Empresárias, visando estimular o empreendedorismo feminino nos negócios. Recentemente, a iniciativa foi realizada, em São Francisco, e pudemos conhecer de perto mais uma vez experiências instigantes de outras empresárias, executivas e empreendedoras estrangeiras. Nesta oitava edição, houve a participação de 200 empresárias de 20 países diferentes e contou, além de palestrantes, executivos, convidados especiais e profissionais de uma ampla área de aplicação de TI. Pudemos constatar dessa vez uma evolução pujante da participação da mulher no mundo cibernético, o que nos deixou bastante orgulhosas desse cenário.

Por esse histórico de frequentes avanços o posicionamento citado acima do engenheiro James Damore, não condiz com a realidade. Sim, homens e mulheres são biologicamente diferentes e, entre as principais distinções está o fato da mulher poder ser mãe, mas as condições para uma pessoa exercer uma profissão não estão ligadas ao gênero, pois qualquer pessoa pode ser um bom profissional, não importa se é do sexo feminino ou masculino.

Se um homem treinar e se dedicar ele pode ser tão bom bailarino quanto uma mulher e, o mesmo ocorre com a mulher, se ela se capacitar e tiver determinação pode, perfeitamente, ser CEO de uma empresa de TI.

Inúmeras inovações ocorrem no mundo da tecnologia, cabe também nos mantermos em constante atualização quanto as questões de gênero, que migram para participação igualitária de homens e mulheres na sociedade como um todo.

Por Sylvia Bellio, diretora geral da IT Line – Iniciou a carreira no setor financeiro, atuando como gerente da área administrativa de grandes instituições bancárias. Com mais de 15 anos de experiência no mercado de tecnologia conduz sua equipe de arquitetos de soluções e executivos de negócios para que se posicionem lado a lado com os profissionais de TI na busca de soluções para resolver os desafios de negócios das empresas.

Postado em: 24/08/2017
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