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Os motivos que fazem a carreira em Recursos Humanos estar em alta

Publicado em 27/07/2017

Principal motivo para a dificuldade de contratação é a falta de competências técnicas, dizem empregadores brasileiros

Os motivos que fazem a carreira em Recursos Humanos estar em alta

Um levantamento baseado no Guia Salarial 2017 da Robert Half, consultoria de recrutamento com sede em São Paulo, e divulgado com exclusividade pela Você S/A, mostra quais carreiras continuam com o mercado aquecido. Mesmo sem um grande reajuste nos salários, as empresas procuram por pessoas que usem a crise como um momento para aprender mais e assumir novas responsabilidades. A seguir, você confere o segundo dos oito setores avaliados com carreiras em alta

 

2. Recursos Humanos

 

 

Olhar generalista

 

 

A realidade da área de recursos humanos no ano que vem será bem parecida com a de outros setores da economia: quadros pequenos mas bem qualificados. É isso que as empresas estão procurando para enfrentar a crise com eficiência e para garantir que os times sejam formados por funcionários altamente capacitados – essenciais, também, quando o turbilhão passar. Por conta das equipes reduzidas, o perfil generalista é o mais demandado. 

 

“A tendência é que a pessoa seja usada em várias frentes, por isso quem é muito especializado precisa tomar cuidado”, diz Mariana Horno, gerente sênior da Robert Half. “Uma das maneiras de se tornar generalista é trafegar em outros subsistemas de RH.” Ou seja: aproveite as chances de aprender sobre outros assuntos em momentos específicos, como durante a cobertura de férias de um colega – algo cada vez mais comum em estruturas enxutas. 

 

De todo modo, há demanda por alguns especialistas. A área de remuneração e benefícios continua aquecida, pois as companhias precisam potencializar recursos e manter o foco no controle de gastos. Aqui se destaca quem tem perfil analítico e voltado para resultados. Outra questão com a qual as empresas deparam e que exige contratações de especialistas no assunto é o eSocial, sistema de preenchimento de dados trabalhistas, que passará a ser obrigatório a partir de 2017. 

 

Competências essenciais

• Bom nível de inglês 

• Olhar estratégico 

• Vontade de aprender 

• Proatividade 

 

Onde há vagas

• Setor energético 

• Farmacêuticas 

• Startups de tecnologia 

 

Salários em alta

Generalista — Coordenador/Especialista de RH

• Empresas P/M* = alta de 9,7%

   2016: de 5 500 a 10 000 reais

   2017: de 7 000 a 10 000 reais

• Empresas G* = 2,3%

   2016: de 9 000 a 12 500 reais

   2017: de 9 500 a 12 500 reais

Remuneração e benefícios — Gerente

• Empresas P/M* = alta de 8,3%

   2016: de 9 000 a 15 000 reais

   2017: de 11 000 a 15 000 reais

• Empresas G*= alta de 2,3%

   2016: de 13 600 a 22 000 reais

   2017: de 15 000 a 23 000 reais

* Divisão baseada em faturamento

– P/M: até 500 milhões de reais; 

– G: acima de 500 milhões de reais

 

 

 

 

 

Esta matéria foi publicada originalmente na reportagem de capa edição 218 da revista Você S/A

Postado em: 27/07/2017
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